Turismo de montanha; princípios fundamentais; comportamento humano
Resumo
A urbanização humana começou há cerca de 13.000 anos nas zonas de planície ao longo dos rios, devido às condições favoráveis de sobrevivência e produtividade. Em contrapartida, as regiões montanhosas, de difícil acesso e perigosas, foram inicialmente evitadas. No entanto, as montanhas sempre foram veneradas como sagradas em várias religiões e têm um significado profundo para a humanidade como locais de exercício físico, emocional e espiritual ou de relaxamento. Desde a década de 1860, o turismo de montanha surgiu da interação humana com as montanhas, reflectindo a evolução do comportamento humano. O turismo de montanha é estudado em várias áreas científicas e cruza-se com outros nichos, como o turismo desportivo, de caminhadas, religioso, de aventura e de saúde, envolvendo turistas, habitantes locais, empresários e voluntários. A pesquisa bibliográfica revela abordagens contraditórias nos métodos propostos, tais como dar prioridade ao financiamento de infra-estruturas modernas em detrimento da promoção da empatia e das ligações humanas. Além disso, a terminologia do turismo de montanha é ambígua, incluindo termos como turismo ativo, inteligente, responsável, ecológico e significativo. Este estudo tem como objetivo identificar os princípios fundamentais do turismo de montanha para clarificar estes conflitos e promover uma abordagem holística a desafios como o desenvolvimento sustentável e a sazonalidade.